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Guarda Municipal admite erro no censo religioso no RJ
11/08/2017

 

Formulário que pergunta crença de agentes, revelado pelo DIA, foi denunciado ao MP

Após o ‘Informe do DIA’ revelar na edição de ontem a realização de um censo religioso pela Guarda Municipal, a instituição recuou e informou que vai recolher os questionários e refazer a pesquisa de forma que os agentes não sejam identificados. Ontem, o deputado estadual Átila Nunes (PMDB) enviou uma representação ao Ministério Público contra a prefeitura e a GM.

Mesmo com a promessa de mudança nos formulários, o parlamentar mantém a crítica. “Se eles dizem que o censo é para construir um templo ecumênico, para todas as religiões, por que têm de perguntar qual a crença de cada guarda? Tem que ser para todos”, questiona. A representação entregue ao MP pede a suspensão imediata.

Uma agente que pediu para não ser identificada diz que ouviu do superior a seguinte pergunta ao entregar o questionário: “Não vai falar que é evangélica? Pode ter um privilégio”. “Sou evangélica, mas não tem nada a ver com meu trabalho”, reclamou.

Alguns colegas, disse a guarda, responderam ‘agnóstico’ temendo represálias. Foi o marido da agente, umbandista, que quis denunciar o ocorrido. “Estão tentando nos diferenciar. Hoje, somos minoria. Se não lutarmos por igualdade, quem vai lutar por nós?”, disse. O gabinete do deputado recebeu outros seis relatos de constrangimento de guardas. O censo foi aplicado aos 7,5 mil agentes na segunda-feira.

A comandante da guarda, Tatiana Mendes, admitiu que foi um “equívoco lamentável”. Ela informou que os inspetores foram instruídos a passar o censo de forma voluntária. “Os dados foram recolhidos com fins estatísticos para subsidiar a criação da capelania. Nesse sentido, a inclusão de nome e matrícula dos agentes nas folhas de resposta também foi um erro”, disse ela. Evangélica, Tatiana garantiu que a religião não influenciou o projeto. Já para Átila Nunes, a iniciativa faz parte do aparelhamento religioso da atual gestão municipal.

O babalaô Ivanir dos Santos, porta-voz da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, ressaltou que a ação é parte de uma longa história de perseguições a religiões e culturas afro-brasileiras no país. No questionário, não havia religiões de matriz africana. “A religião faz parte do âmbito privado em um Estado Laico”, disse.

A questão chegou à Alerj em debate que durou 20 minutos. Tia Ju (PRB, mesmo partido de Crivella) defendeu que o assunto fosse discutido na Câmara Municipal e se disse vítima de ataque. “Nós que somos os intolerantes? Hoje, vi um grau de intolerância pra lá de altíssimo. Sou Universal e ponto”, discursou. Átila Nunes rebateu que as religiões afro-brasileiras são “atacadas há 40 anos pela Universal”. 

 O Dia

 

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